Ação contra gripe A desagrada setor turístico argentino

Ação contra gripe A desagrada setor turístico argentino

A Argentina estuda antecipar as férias escolares de inverno para diminuir os riscos de contágios da gripe suína, rebatizada pela Organização Mundial de Saúde (OMS) de influenza A (H1N1). De acordo com o vice-ministro de Saúde, Máximo Diosque, a intenção dos técnicos dos Ministérios da Educação e da Saúde é fazer com que o recesso coincida com o período de maior pico da gripe A H1N1.

MARINA GUIMARÃES, Agência Estado

09 de abril de 2010 | 14h04

A ideia, porém, não agrada às agências de turismo, nem aos produtores de teatro. "Essa medida seria a dissolução da temporada de inverno", reclamou o secretário de Turismo da Província de Rio Negro, Omar Contreras. "Essa possibilidade gera preocupação porque uma medida assim seria um boicote a todo trabalho que estamos fazendo, já que em julho é o melhor mês para a neve", segundo o secretário de Turismo de Bariloche, Daniel González.

O presidente da Associação Empresarial do Cerro Catedral (o maior centro de esqui do país), Alberto del Giúdice, disse que antecipar as férias levaria à perda da alta temporada - os 15 dias que sustentam a maior parte do movimento turístico em Bariloche. Em julho, o H1N1 afastou os turistas da Argentina e provocou um prejuízo avaliado em US$ 30 milhões somente em Bariloche, uma das cidades preferidas dos brasileiros para atividades na neve.

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