REUTERS/Jorge Silva
REUTERS/Jorge Silva

Ação de hackers deixa 7 milhões de venezuelanos sem celular

Governo qualificou os atos de sabotagem de ataques "terroristas"

O Estado de S.Paulo

10 Agosto 2017 | 22h21

CARACAS -  Sete milhões dos mais de 13 milhões de usuários da operadora estatal Movilnet ficaram nesta quinta-feira sem serviço de telefonia móvel em razão de supostos atos de sabotagem que o governo qualificou de "terroristas".

Em entrevista coletiva, o ministro de Educação Universitária, Ciência e Tecnologia, Hugbel Roa, denunciou que estas ações começaram na segunda-feira, quando um ataque cibernético ao servidor que administra a Comissão Nacional de Telecomunicações" interrompeu os funcionamento de sites de organismos públicos e empresas.

Houve também "nove cortes na rede de fibra ótica" da empresa estatal de telecomunicações, CANTV, em vários Estados, que afetaram a prestação de serviços em toda a Venezuela, segundo Roa.

De acordo com o ministro, que mostrou imagens dos cortes na rede de fibra ótica em vários pontos do país, esta sabotagem não tem precedentes na CANTV desde que a companhia foi nacionalizada em 2007 pelo então presidente Hugo Chávez, morto em 2013.

As autoridades estão investigando o caso para estabelecer os responsáveis, e Roa afirma que os ataques foram efetuados em "colaboração com agentes estrangeiros" que têm a intenção de "iniciar uma nova escalada" de violência.

O ministro se referiu à onda de protestos contra o governo de Nicolás Maduro, que já dura mais de quatro meses e deixou 125 mortos. / EFE

 

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