Ação de Israel não é guerra contra o terror, diz chanceler

O chanceler britânico, Jack Straw, declarou hoje que as ações militares israelenses nos territórios palestinos não podem ser justificadas como parte de uma "guerra global contra o terrorismo". Straw negou também que o Reino Unido pretenda participar de um suposto e iminente ataque ao Iraque, o qual poderia agravar ainda mais a situação no Oriente Médio."Israel chegou a uma situação de desespero depois dos ataques suicidas palestinos", disse Straw, acrescentando que a decisão do primeiro-ministro israelense, Ariel Sharon, de enviar tanques aos territórios palestinos não pode ser considerada uma guerra legítima contra o terrorismo.O chanceler britânico afirmou que os ataques suicidas praticados por palestinos encontram-se no centro desta "violência que não cessa" e "estes ataques estão ocasionando ações militares por parte do governo de Israel"."Não pode haver uma solução militar para a situação de desespero na qual se encontram os israelenses e os palestinos", disse Straw, sublinhando que "ambas as partes devem chegar a um acordo de paz através do diálogo, junto ao enviado especial dos Estados Unidos, Anthony Zinni".O chanceler também negou categoricamente que os Estados Unidos estejam preparando um ataque militar contra o Iraque. Por sua parte, o primeiro-ministro britânico, Tony Blair, recebeu ontem uma "permissão especial" da rainha Elizabeth II para viajar ao rancho texano do presidente dos EUA, George W. Bush, com quem, especula-se, poderá discutir um possível ataque ao Iraque.

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