Ação debilita ainda mais grupo rebelde

Cenário

, O Estado de S.Paulo

15 de junho de 2010 | 00h00

Os quatro ex-reféns das Farc libertados pela operação de resgate do Exército colombiano integravam uma lista de cativos que a guerrilha classificava como "negociáveis" e chegou a ter 60 nomes no início de 2007. Esses sequestrados seriam trocados por guerrilheiros presos, em um eventual acordo com o governo. Entre os reféns mais "valiosos" dos rebeldes estavam a ex-candidata presidencial e ex-senadora Ingrid Betancourt, o ex-ministro Fernando Araújo e o ex-senador Jorge Gechén. Após uma série de fugas, resgates e libertações unilaterais da guerrilha, o grupo de "negociáveis" se restringe a apenas 17 reféns - todos militares.

A redução da lista coincidiu com a morte ou captura dos líderes históricos das Farc, incluindo o fundador Manuel Marulanda, por morte natural, e o principal porta-voz do grupo, Raúl Reyes, em um bombardeio do Exército em território equatoriano, em 2008. Ao mesmo tempo, a ação das forças do governo, por determinação do presidente Álvaro Uribe, confinou os guerrilheiros à selva, onde passaram a se dedicar ao narcotráfico para financiar uma parte de suas operações.

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