Ação do FBI contra vírus pode deixar milhares sem internet

Ação do vírus DNSChanger pode levar usuários inclusive no Brasil a ficar sem acesso à rede

Gustavo Chacra, correspondente em Nova York,

05 de julho de 2012 | 19h35

Uma ação do FBI, a polícia federal dos EUA, para combater um vírus disseminado por uma rede de criminosos desmantelada no ano passada pode deixar 264 mil pessoas desconectadas da internet a partir de segunda-feira, 9, em quase todo o planeta, inclusive no Brasil.

 

Os usuários ainda podem evitar os problemas se agirem antes do início da operação do FBI. Depois disso, ficarão sem condições de acessar sites e enviar emails. Ao longo das últimas semanas, o Facebook e o Google tentaram alertar as pessoas. Inicialmente, 4 milhões de máquinas estavam infectadas.

 

O vírus afeta o DNS (Sistema de Nome de Domínios, na sigla em inglês), que serve para converter os nomes dos sites em números. Por meio deles, um computador pode entrar em contato com outro. Com a contaminação, o sistema fica alterado. Por este motivo, o nome do vírus é DNSChanger.

 

Desvio

 

Quando contaminado, um computador, ao tentar acessar um site, acaba sendo desviado para outros, normalmente piratas e que podem roubar dados pessoais, inclusive de contas. Ao desvendar o caso no ano passado, o FBI prendeu uma quadrilha do Leste Europeu e assumiu o controle de 100 servidores usados pelos criminosos.

 

Inicialmente, as autoridades americanas montaram um esquema que desviava de forma automática os computadores infectados dos sites piratas para os reais, resolvendo o problema. Assim, as pessoas sequer notam que estão contaminadas. A partir de segunda, este sistema será encerrado pelo FBI. Os usuários infectados, consequentemente, ficarão fora da internet até arrumarem as suas máquinas por meio de anti-vírus. Antes, porém, é recomendável fazer um back-up.

 

Verificação

 

Uma das formas de verificar se um computador está infectado é entrar no site do FBI ou do DNSChanger Working Group e colocar o número do IP. Ao menos 58 das 500 maiores empresas do mundo tem ao menos um computador infectado.

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