Ação está ligada a bombardeios no Paquistão

Os Estados Unidos intensificaram os ataques com aviões não tripulados (drones) contra regiões tribais do Paquistão, na fronteira com o Afeganistão. As ações, segundo analistas, estariam relacionadas ao plano de atentados contra capitais europeias de grupos ligados à Al-Qaeda.

Gustavo Chacra CORRESPONDENTE / NOVA YORK, O Estado de S.Paulo

30 de setembro de 2010 | 00h00

Segundo uma base de dados de Peter Bergen e Katherine Tiedemann, especialistas em contraterrorismo da New American Foundation, setembro é o mês com o registro de maior número de ataques de drones contra o Paquistão desde 2004, quando os bombardeios começaram. O aumento estaria relacionado justamente à tentativa dos EUA e de seus aliados de minar os planos de atentados contra a França, Grã-Bretanha e Alemanha, de acordo com Tiedemann.

Foram 21 ataques apenas neste mês - um recorde. Desde 2004, foram 172 ataques contra o Paquistão, sendo a maior parte deles concentrados na região do Waziristão do Norte, controlada pelo Taleban paquistanês e a Al-Qaeda - o Exército do Paquistão praticamente não exerce autoridade nesse território, apesar de ampla ofensiva na primeira metade deste ano.

Do total de ataques, 76 ações foram realizadas neste ano, segundo os dados da New American Foundation. A estimativa de mortos varia entre 1.153 e 1.772. Destes, entre 842 e 1.234 eram militantes. De acordo com estes números, compilados por meio de informações da imprensa dos EUA e da Europa, cerca de 30% das baixas é de civis. Dez líderes da Al-Qaeda e de organizações afiliadas morreram nos bombardeios americanos, sendo três deles em setembro.

As operações com drones foram intensificadas por ser consideradas mais seguras, ao não colocar a vida de soldados americanos em risco, e com uma eficiência bem maior do que operações por terra.

Os operadores das naves não tripuladas muitas vezes ficam em bases nos EUA e realizam todo o ataque pilotando os drones por controle remoto. Eles integram a CIA (serviço de inteligência dos EUA), e não as Forças Armadas.

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