Ação israelense destrói economia palestina, diz ONU

Cerca de 50% da pequena economia palestina já foi destruída desde que Israel intensificou sua ofensiva contra as cidades na Cisjordânia, há cerca de um mês. A estimativa foi feita pela Organização das Nações Unidas (ONU), que indica que, até agora, os prejuízos dos conflitos para os palestinos chegam a US$ 2,4 bilhões. Segundo as Nações Unidas, mesmo com a saída dos tanques israeleses de algumas cidades, a maioria das atividades produtivas terá que esperar ainda alguns meses para ser retomada. Segundo a ONU, o exército de Israel destruiu não apenas lojas e pequenas fábricas, mas também a rede de eletricidade e de água. De acordo com relatos colhidos pela ONU nas vilas na Cisjordânia, ao invadir as casas e estabelecimentos comerciais supostamente em busca de terroristas, israelenses acabaram destruído máquinas, computadores e, em alguns locais, roubando todo o equipamento disponível. Outro obstáculo é o isolamento das cidades palestinas, que não podem manter contato permanente com as demais vilas da Cisjordânia e da Faixa de Gaza. Isolados, a única opção dos palestinos é comprar seus alimentos de israelenses. Além da destruição de fábricas e de lojas, muitos escritórios da ONU foram atingidos nos conflitos. Um deles é o escritório da Conferência das Nações Unidas para o Comércio e Desenvolvimento (Unctad), que estava há dois anos na Cisjordânia criando um novo sistema de aduana para a Palestina. "Todo nosso trabalho foi perdido", afirmou um funcionário da Unctad. Por enquanto, a destruíção da economia palestina é muito superior à ajuda internacional recebida pelos habitantes da Cisjordânia. Até meados de abril, a comunidade internacional havia enviado apenas US$ 1,5 milhão em ajuda humanitária aos palestinos.

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