Ação militar não afetará programa nuclear do Irã, diz Gates

Ataque faria apenas com que a República Islâmica mantivesse iniciativa 'mais encoberta'

Agência Estado

16 de novembro de 2010 | 12h33

WASHINGTON - O secretário de Defesa dos EUA, Robert Gates, disse nesta terça-feira, 16, que um ataque militar não interromperá o programa nuclear iraniano. Segundo ele, uma ação militar nesse sentido apenas faria com que Teerã mantivesse essa iniciativa mais "encoberta".

 

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Gates disse que uma ação militar contra o Irã seria apenas uma "solução de curto prazo" para o tema do programa nuclear iraniano. As nações ocidentais acusam Teerã de tentar desenvolver uma arma nuclear, o que o regime iraniano nega, garantindo ter apenas fins pacíficos, como a produção de energia.

 

O Irã se recusa a atender os pedidos internacionais para interromper seu programa de enriquecimento de urânio. Por causa de seu programa nuclear, o país já recebeu quatro rodadas de sanções no Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU).

 

Entrevista

 

O eventual ataque, porém, teria outras consequências, de acordo com uma entrevista dada por Gates ao jornal americano Wall Street Journal publicada nesta terça. Segundo o secretário, a ação militar "faria o Irã, um país dividido, se unir contra os EUA" e por isso é importante usar outros meios para dissuadir a nação islâmica.

 

França

 

Os serviços de segurança iranianos cometeram "atos inaceitáveis de violência" contra diplomatas franceses e outras pessoas na residência do embaixador da França em Teerã, afirmou hoje o Ministério das Relações Exteriores, em Paris.

 

"Em 14 de novembro, incidentes particularmente sérios ocorreram na entrada da residência do embaixador em Teerã", afirma a chancelaria francesa, em comunicado. "Sua entrada foi bloqueada por serviços de segurança não identificados, que agiram para prender convidados do embaixador francês e cometeram atos inaceitáveis de violência contra o pessoal diplomático francês". As informações são da Dow Jones.

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