Doug Mills/The New York Times
Doug Mills/The New York Times

Ação militar não resolve sem investimento social, diz Obama 

Em último grande discurso sobre Segurança Nacional, presidente diz que estratégia americana está 'quebrando a espinha' do Estado Islâmico, mas lamenta ser o primeiro a servir dois mandatos com o país em guerra

O Estado de S. Paulo

06 Dezembro 2016 | 20h46

TAMPA, EUA - O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, advertiu nesta terça-feira, 6, que o esforço militar que seu país tem feito em lugares como Afeganistão e Iraque "não servirá" se não houver um investimento no "tecido social" dessas nações. "Um dólar gasto em desenvolvimento vale mais a pena do que um dólar gasto na luta de uma guerra", disse Obama, que insistiu que esse conceito é muito bem conhecido pelos generais americanos. 

Em seu último discurso sobre Segurança Nacional, feito em uma base militar em Tampa (Flórida), Obama reiterou a importância de se combinar o trabalho militar com a diplomacia e o investimento em desenvolvimento como um dos aspectos-chaves para atacar as ameaças globais de segurança. 

Defendendo sua política para o Oriente Médio, o presidente afirmou que a campanha conduzida pelo seu governo contra o grupo Estado Islâmico (EI) tem sido "implacável, sustentável e multilateral". Segundo ele, a campanha demonstra uma mudança em como os EUA têm lidado com terroristas pelo mundo. 

O discurso ocorreu na Base da Força Aérea MacDill, sede do Comando de Operações Especiais dos EUA e do Comando Central. Foi o último grande discurso sobre o tema antes de o presidente deixar o poder, em janeiro. 

A estratégia de contraterrorismo defendida pelo atual governo americano consiste na ação de forças especiais americanas em parceria com grupos locais, diferentemente de se amparar em operações de larga escala com soldados americanos em terreno. 

De acordo com o líder americano, os EUA construíram uma "rede de parceiros" na luta contra os extremistas e estão "quebrando a espinha" do Estado Islâmico. 

Obama lembrou que, amargamente, tornou-se o primeiro presidente a servir dois mandatos inteiros com o país em guerra. / AP e EFE 

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