Ação na Síria coibiria uso de armas pela Coreia do Norte

Os Estados Unidos estão tentando conseguir o apoio da China para a intervenção militar na Síria, argumentando que a iniciativa ajudaria a dissuadir a Coreia do Norte do uso de armas químicas, afirmou o chefe de políticas do Departamento de Defesa dos Estados Unidos, James Miller.

AE, Agência Estado

10 de setembro de 2013 | 04h17

Miller afirmou que um ataque de retaliação contra o regime da Síria reforçaria a norma internacional de que as armas químicas não devem ser utilizadas. O norte-americano disse para as autoridades chinesas que a redução do limite para o uso das armas químicas poderia colocar em risco as tropas norte-americanas, o território chinês e os demais países do mundo.

"Eu enfatizei o massivo arsenal de armas químicas que a Coreia do Norte tem, e que nós não queremos viver em um mundo no qual a Coreia do Norte achasse que o limite para o uso de armas químicas tivesse sido baixado", disse Miller aos jornalista, após conversa com Wang Guanzhong, vice-chefe do Estado Maior do Exército chinês.

A China se juntou à Rússia em uma ação para tentar bloquear a intervenção dos Estados Unidos na Síria em resposta aos ataques com armas químicos que o regime sírio teria supostamente cometido contra os civis em 21 de agosto. O governo chinês pediu negociações políticas para acabar com a violência que já matou cerca de 100.000 pessoas e soma mais de 2 milhões de refugiados.

Mesmo sendo aliada da Coreia do Norte, a China não é favorável ao uso de armas químicas na região. O secretário de Defesa norte-americano, Chuck Hagel, advertiu recentemente que os norte-coreanos possuem um estoque enorme de armas químicas que ameaça a Coreia do Sul.Fonte: Associated Press.

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