Ação pode ser recado das Farc ao novo presidente

Ação pode ser recado das Farc ao novo presidente

Cenário: Esther Rebollo, O Estado de S.Paulo

13 de agosto de 2010 | 00h00

"O violento atentado de ontem pode ter sido executado pelas Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc), com apoio do crime organizado", disse Jairo Libreros, especialista em segurança nacional da Universidade Externado da Colômbia. "Foi um atentado muito limpo do ponto de vista operacional, foi muito preciso. Isso demonstra uma conhecimento forte da cidade." Para ele, as Farc haviam perdido essa capacidade de ação urbana nos últimos anos, o que explicaria o apoio recebido de grupos criminosos como as "oficinas de cobrança" - bandos colombianos dedicados a extorquir dinheiro de suas vítimas. O tipo de explosivo é o mesmo usado na onda de atentados das Farc, em 2003, meses depois da chegada do então presidente Álvaro Uribe ao poder.

"É uma mensagem importante ao novo governo", disse Libreros. Segundo ele, a escolha de uma rádio de prestígio como alvo "afetou a estabilidade e a integração dos meios de comunicação". "Com isso, as Farc buscariam ampliar o efeito do ataque para além do governo, afetando a sociedade e mostrando capacidade não para tomar o poder, mas para ser consideradas um grupo com capacidade de afetar o Estado."

É JORNALISTA DA "EFE"

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