Ação põe em dúvida segurança de bases militares dos EUA

Diariamente, centenas de funcionários da base da Marinha atacada na segunda-feira entram no local com seus carros ou a pé, mostrando o crachá e passando por um scanner. Não há detectores de metais, as pessoas - assim como suas e bolsas ou mochilas- não são revistadas. E isso ocorre em todas as instalações militares dos EUA, embora oficiais estejam empenhados em obter um equilíbrio entre proteger os locais e, ao mesmo tempo, mantê-los acessíveis aos funcionários e suas famílias.

Ernesto Londoño*, O Estado de S.Paulo / Washington Post

18 Setembro 2013 | 02h10

O tiroteio na segunda-feira deve relançar o debate sobre se o Departamento de Defesa tem feito o necessário para proteger seu pessoal contra ataques em território americano, particularmente aqueles levados a cabo por um lobo solitário. Aaron Alexis entrou na base armado sem ser submetido a uma vistoria mais profunda. Possuía um cartão de identificação militar válido, conhecido como cartão de acesso comum, que permite a livre entrada a muitas instalações.

O fato de um atirador ter entrado na base sem despertar suspeitas deixou perplexos os funcionários do local e outras testemunhas. Mas se ele forneceu um documento de identificação confiável para os guardas na entrada da base e poderia provavelmente entrar com armas escondidas no corpo ou numa bolsa. O edifício onde ocorreu o tiroteio é um dos mais seguros do complexo. Descobrir se o suspeito tinha direito a um crachá de acesso é uma questão que precisa ser investigada.

Este ano, o Departamento de Defesa avaliou os procedimentos adotados pela Marinha para autorizar o acesso às suas bases. O relatório, publicado em agosto, não fornece detalhes sobre conclusões, mas essas sindicâncias costumam ser feitas em resposta a informações sobre erros ou transgressões. Cópias da auditoria foram distribuídas para alguns congressistas na segunda-feira horas após o tiroteio em Washington. O texto menciona que ao menos 52 criminosos condenados tiveram acesso a instalações militares nos últimos anos.

*Ernesto Londoño é jornalista.

TRADUÇÃO DE TEREZINHA MARTINO

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