Ação rápida aumenta aprovação de Berlusconi

Para analistas, resposta imediata do premiê italiano ajudará a fortalecer seu governo

Reuters e AFP, ROMA, O Estadao de S.Paulo

08 de abril de 2009 | 00h00

O terremoto de 6,3 graus na escala Richter registrado na madrugada de segunda-feira na Itália pode contribuir para fortalecer a imagem do premiê Silvio Berlusconi e consolidar sua popularidade, afirmam analistas. O primeiro-ministro, do partido direitista Liga Norte, já tem índices de aprovação altos - variando entre 50% e 60% -, mas sua resposta rápida ao desastre pode fazer com que os italianos apoiem ainda mais sua administração.Antes da tragédia, o governo do líder conservador vinha sendo qualificado de "antidemocrático" pela oposição em razão de Berlusconi ter afirmado que o Parlamento era "lento" demais. Na segunda-feira, porém, tudo foi esquecido quando o premiê visitou a região afetada pelo tremor e prometeu ajuda."O governo está aqui", disse Berlusconi, prometendo rapidez no envio de socorro num país acostumado com a lentidão do serviço público. Na Sicília, por exemplo, ainda há gente vivendo em barracas de emergência montadas para as vítimas de um terremoto ocorrido em 1908.Desta vez, o governo parece ter cumprido a promessa. Ainda ontem, uma equipe da defesa civil italiana foi enviada para Áquila, uma das cidades mais afetadas pelo tremor, para ajudar na montagem de 7 mil barracas capazes de abrigar cerca de 40 mil pessoas. "Não é qualquer evento que pode mudar a popularidade de uma pessoa, mas Berlusconi tem a habilidade de criar uma relação direta com a população, o que funciona muito bem e também está funcionando nesse caso", afirmou o analista de pesquisas de opinião Renato Mannheimer. "Ele está construindo um relacionamento direto com os eleitores ao longo de diferentes episódios de sua vida política. Isso é um processo em andamento que está triunfando no momento."Já o impacto do terremoto na economia não deve ser tão grande. "Esse é mais um drama humano do que econômico", afirmou o economista italiano Paolo Mameli. De acordo com ele, no longo prazo, a reconstrução dos danos será positiva para a economia.

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.