Dar Yasin/AP
Dar Yasin/AP

Ação taleban mata 22 no Afeganistão

Militantes atacam sede do governo da Província de Parwan com carro-bomba e armas pesadas

, O Estado de S.Paulo

15 de agosto de 2011 | 00h00

CHARIKAR, AFEGANISTÃO

Seis homens-bomba do Taleban, também armados com lançadores de granadas e armas automáticas, atacaram ontem a sede do governo da Província de Parwan, na cidade de Charikar, no norte do Afeganistão. Segundo o Ministério do Interior afegão, os militantes assassinaram pelo menos 22 pessoas. Depois de cerca de uma hora de confronto, todos os insurgentes foram mortos.

O ataque ocorreu enquanto o governador Abdul Basir Salangi se reunia com o comandante da polícia e pelo menos dois conselheiros policiais da Otan. Ex-combatente que já lutou contra a ocupação soviética no Afeganistão, o governador participou da batalha, disparando com seu fuzil AK-47, relatou a agência Associated Press.

Segundo o jornal britânico The Guardian, com a arma de um de seus guarda-costas, Salangi matou o último insurgente que ainda estava vivo.

O governador afirmou que enfrentou ontem a segunda tentativa de assassinato em um mês. Segundo o porta-voz do Taleban, Zabihullah Mujahid, a ação foi iniciada com a detonação de um carro-bomba do lado de fora do complexo da sede do governo. A explosão abriu um buraco no muro, por onde os outros cinco terroristas invadiram o local. "Muitos foram mortos na ação, incluindo americanos. Mais ainda não temos a informação exata", afirmou o militante à agência Reuters, por telefone.

Com frequência, o movimento islâmico exagera os resultados de suas ações contra o governo afegão e tropas estrangeiras. Segundo o Ministério do Interior afegão, os insurgentes mataram 16 funcionários civis do governo e 6 policiais. Pelo menos 34 pessoas ficaram feridas no ataque. As forças de paz da ONU, que deram apoio aéreo à reação de ontem, classificaram o ataque como "desprezível".

Imagens da Reuters mostraram alguns dos mortos atrás de suas mesas de trabalho - cobertos pelas cinzas provocadas pela destruição dos escritórios - e um reservatório de água cheio de sangue. As fotos da agência revelaram ainda um policial afegão pisando na cabeça de um dos insurgentes mortos.

Os civis continuam a ser as principais vítimas de um conflito custoso e cada vez mais impopular. Segundo números revelados recentemente pela ONU, 1.462 civis foram mortos no Afeganistão nos primeiros seis meses deste ano - um aumento de 15% em relação ao mesmo período de 2010. Militantes islâmicos foram responsáveis por 80% dessas mortes. / REUTERS e APC

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