Aceitação do Kadima cresce após ataque israelense

O Kadima, partido do primeiro-ministro interino israelense, Ehud Olmert, ampliou sua vantagem em relação às outras agremiações para as eleições israelenses, que acontecem no próximo dia 28, informou uma pesquisada de opinião divulgada nesta quinta-feira. Segundo analistas políticos e pesquisadores, o apoio cresceu devido ao ataque das forças israelenses contra uma prisão na Cisjordânia para recuperar um preso político, o líder radical da Frente Popular para a Liberação da Palestina (FPLP), Ahmed Saadat. Olmert negou que o objetivo da ação tenha sido ganhar apoio entre os eleitores da extrema direita. O Kadima havia caído recentemente nas pesquisas de opinião pública devido às crescentes especulações de que um governo liderado por Olmert não seria forte o suficiente para implementar um plano de retirada da Cisjordânia. Mas mesmo com a queda, a agremiação se mantinha a uma distância considerável de seus rivais. As pesquisas publicadas nesta quinta-feira, no entanto, apontam para uma retomada no apoio ao partido. Em manchete do jornal Yediot Ahronot, lia-se "O Efeito Jericó", devido os resultados das pesquisas. Segundo uma pesquisa realizada nesta quarta-feira pelo Geocartography Institute, se as eleições fossem hoje, o Kadima levaria entre 42 e 43 assentos do parlamento israelense. Na última semana, a agremiação aparecia com apenas 38, informou um analista do instituto, Avi Degani. De toda forma, o crescimento do Kadima não pode ser exclusivamente atribuído ao ataque à prisão de Jericó, uma vez que o instituto chegou a resultados semelhantes em uma pesquisa realizada na segunda-feira - um dia antes da operação. Degani informou também que 10% dos eleitores continuam indecisos enquanto outros 30% disseram que poderiam mudar de partido. Segundo o pesquisador, isso significa que o pleito ainda não está definido, o que pode levar a uma inversão no resultado das eleições. A margem de erro da pesquisa desta quarta-feira é de 4,3 pontos percentuais. Outros levantamentos apontaram o crescimento do Kadima, mas nenhuma mostrou o partido com mais de 40 assentos. Segundo uma pesquisa realizada na quarta-feira na cidade de Dahaf e publicada pelo Yediot Ahronot, o Kadima ficaria com 39 dos 120 assentos parlamentares, dois a mais do que apontava uma pesquisa divulgada na semana passada. Neste mesmo levantamento, o Partido Trabalhista, de centro-esquerda, perdeu pontos, ficando com 19 assentos - um a menos do que o indicado pelos resultados anteriores. Já o partido extremista Likud teve um pequeno crescimento em relação às últimas pesquisas, aparecendo com 15 assentos. A margem de erro da pesquisa é de 4,4 pontos percentuais.

Agencia Estado,

16 Março 2006 | 14h08

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