Acidente com avião da Embraer mata 43 na China; 53 sobrevivem

Aeronave pegou fogo quando tentava aterrissar; causas do incêndio ainda são desconhecidas

estadão.com.br

24 de agosto de 2010 | 12h49

Bombeiros trabalham nos destroços do acidente. Foto: Reuters/Xinhua

PEQUIM - Um avião E-190 fabricado pela Embraer com 91 passageiros e cinco tripulantes a bordo caiu em Yichun, na província de Heilongjiang, noroeste da China nesta terça-feira, 24.  Ao menos 43 pessoas morreram e 53 sobreviveram. 

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Segundo a agência estatal Xinhua, 53 pessoas foram resgatadas com vida por equipes de resgate enviadas ao local do acidente. Ao menos 20 delas foram hospitalizadas e a maioria estava em condições estáveis.  Três estão em estado grave.

 

As causas do acidente ainda são desconhecidas, mas suspeita-se que o denso nevoeiro na região dificultou o pouso do avião, que aparentemente saiu da pista quando tentava aterrissar, teve sua fuselagem rompida e pegou fogo.

 

O avião da Henan Airlines, que havia decolado de Harbin, capital da província, caiu perto do aeroporto de Yichun, que fica a cerca de 1,5 mil km de Pequim, perto da fronteira com a Rússia. 

 

Sun Bangnan, policial da província de Heilongjiang, afirmou que os corpos foram achados onde o avião da Henan Airlines se acidentou.

 

O vice-prefeito de Yichun, Wang Xuemei, declarou mais cedo à TV de notícias chinesa que 53 das 96 pessoas a bordo haviam sido levadas ao hospital, e três estavam gravemente feridas.

 

"Como alguns passageiros foram expulsos da cabine no momento do acidente suas possibilidades de sobreviver eram escassas", acrescentou Wang.

 

 O acidente aconteceu às 11h10 (horário de Brasília), final da noite de terça no horário chinês. 

 

O último acidente aéreo de grande magnitude na China aconteceu em novembro de 2004, quando um Bombardier CRJ-200LR caiu em Baotou, no norte do país, matando 53 pessoas a bordo e duas em solo.

 

O aeroporto de Yichun é um pequeno terminal local. Foi inaugurado no ano passado e faz parte do crescente número de aeroportos construídos na China para melhorar a infraestrutura do país. A Henan Airlines é controlada pela Shenzhen Airline e subsidiária da Air China.

Embraer

O acidente com o Embraer 190 na China foi o segundo registrado até hoje com o modelo brasileiro, e o primeiro a registrar vítimas fatais.  As duas ocorrências foram semelhantes: em 17 de julho de 2007, outro jato, pertencente à Aero República, da Colômbia, também ultrapassou os limites da pista durante a aterrisagem em Santa Marta e foi parar no mar. Na ocasião, a aeronave apresentou perda total. Sete pessoas ficaram feridas. Também em 2007, em fevereiro, um E-170, de menor porte, derrapou no pouso e saiu da pista, cheia de neve, em Cleveland (EUA). Não houve feridos na ocasião.

 

O Embraer 190 (ou E-190) faz parte da linha de ‘E-jets’ da fabricante brasileira, composta ainda pelos E-170, E-175 e E-195. São aeronaves de médio porte, que dispõem de tecnologia de ponta, com capacidades para 70 a 120 assentos, utilizadas em mercados domésticos nos cinco continentes. Segundo a Embraer, foram projetados para suprir uma ausência, no mercado, entre jatos regionais como o Boeing 737 e os chamados narroybodies (aeronaves de fuselagem estreita).

 

Em nota, a empresa expressou condolências às família das vítimas. A empresa disse ainda ter disponibilizado uma equipe de técnicos para apoiar as autoridades aeronáuticas chinesas na investigação do acidente.

 

Avião semelhante ao que se acidentou Foto: AP/Xinhua

Atualizada às 19h48 para correção e atualização de informações

Com AP, Reuters e Efe

Colaboraram  Daniel Gonzales e Luiz Raatz, do estadão.com.br

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