Acidente deixa mais de 3 mil presos em mina na África do Sul

Deslizamento na entrada de fosso de mais de 2 mil metros de profundidade bloqueia saída de trabalhadores

Agências internacionais,

03 de outubro de 2007 | 19h08

Mais de 3 mil mineiros ficaram presos em uma mina de ouro próxima a Johanesburgo após o desabamento de uma galeria, informou o sindicato dos mineiros da África do Sul esta quarta-feira, 3.   Segundo a entidade, a galeria cedeu após a explosão de um cano d'água, o que dificulta os trabalhos de resgate.   De acordo com autoridades locais e a empresa Harmony Gold, que explora a mina, o retirada dos trabalhadores deverá levar cerca de 24 horas. A empresa informou ainda que ninguém ficou ferido.   O chefe-executivo da Harmony, Graham Briggs, disse que uma equipe de funcionários está em contato com os trabalhadores que estão presos na mina e conseguem lhes mandar comida e água.   Ele disse que a empresa conseguirá retirar os mineiros nas próximas 24 horas com o uso de uma gaiola, mas ressaltou que o processo é lento. "Teremos que retirar muitas pessoas com a gaiola," disse Briggs à MSNBC.   Horas mais tarde, a porta-voz da empresa Amélia Soares informou que os primeiros 300 mineiros serão retirados nas próximas horas.   Amélia explicou que os trabalhadores da mina de Elandsrand, na província de Mpumulanga, ficaram presos após o rompimento de um cabo elétrico de um elevador que levava os mineiros para a superfície.   "Ninguém ficou ferido, mas ocorreram muitos danos no cabo alimentador da mina, na estrutura de aço e na instalação elétrica," disse Amélia, porta-voz da Harmony Gold, à Associated Press.   Sindicato   No entanto, segundo um porta-voz do Sindicato Nacional de Mineiros citado pela BBC, a entidade está extremamente preocupada com a segurança dos mineiros. "Estamos, agora, perdendo as esperança... (Presos) desde as seis da manhã até agora, os mineiros devem estar sufocados", disse ele.   No ano passado, 199 trabalhadores morreram nas minas da África do Sul, a maioria esmagada por deslizamentos de rochas, informou em setembro o Comitê de Segurança e Saúde para as Minas, do governo sul-africano.   "É uma situação terrível", disse o porta-voz. "A única saída está bloqueada."   Texto atualizado às 20h50

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