Acidente em aeroporto dos EUA deixa 2 mortos

Boeing 777 da companhia aérea sul-coreana Asiana se chocou com a pista e pegou fogo ao aterrissar em São Francisco com 307 pessoas a bordo

DENISE CHRISPIM MARIN , CORRESPONDENTE / WASHINGTON, O Estado de S.Paulo

07 de julho de 2013 | 02h01

Um Boeing 777 da companhia aérea sul-coreana Asiana Airlines se chocou com a pista e pegou fogo ao aterrissar no Aeroporto Internacional de São Francisco, ontem, deixando pelo menos 2 mortos e mais de 181 feridos, 49 deles em estado grave. O voo 214 vinha de Seul, na Coreia do Sul, com 291 passageiros e 16 tripulantes a bordo.

A maioria foi retirada antes de o fogo destruir o teto da aeronave. Testemunhas relataram ter visto a cauda da aeronave bater na pista no momento do pouso, mas até a noite de ontem, as causas do acidente, ocorrido às 11h30 (17h30, no horário de Brasília), ainda eram desconhecidas. O aeroporto foi fechado, por determinação da Administração Federal de Aviação.

As identidades das vítimas não foram divulgadas pelas autoridades locais. Entre os passageiros, havia 141 chineses, 77 sul-coreanos e 61 americanos, segundo a companhia aérea.

Moradora de São Francisco, Kate Belding corria nas proximidades do aeroporto e testemunhou o momento do acidente. "O avião parecia aterrissar em ângulo errado, houve um forte estrondo e você podia ver uma nuvem de fumaça negra", descreveu à rádio KCBS, acrescentando ter visto em seguida uma "bola de fogo".

Passageiro do voo 214, o executivo David Eun postou no Twitter o drama vivido a bordo: "Os bombeiros estão no local. Estão retirando os feridos. Eu não via algo parecido desde 11 de setembro." Em seguida, informou que os passageiros estavam "calmos e tentando ajudar as equipes de resgate". "A maioria parece ok", escreveu.

A Agência Nacional de Segurança de Transporte (NTSB, na sigla em inglês) e o FBI enviaram equipes de investigação ao local. As autoridades informaram não haver sinais de atentado terrorista. O presidente dos EUA, Barack Obama, foi informado sobre o acidente pelo Conselho de Segurança Nacional, que acompanha o caso.

Este foi o segundo maior acidente aéreo nos EUA desde 2009, quando a queda de uma aeronave da Colgan Air, operada pela Continental, caiu sobre uma casa nas proximidades de Búfalo, em Nova York, deixando 50 mortos.

Segurança. Desde que o modelo 777 da Boeing entrou em operação, na década de 90, nenhum passageiro ou tripulante havia morrido em acidentes envolvendo a aeronave. A única morte foi a de um funcionário em solo, em 2001. Naquele ano, a queda de um Airbus da American Airlines em Nova York, logo após decolar, matou os 255 passageiros e tripulantes.

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