Acidente em mina na Bósnia deixa 5 mortos

Equipes de resgate retiraram 29 mineradores de uma mina de carvão nesta sexta-feira na Bósnia, depois que ela ter desmoronado na quinta-feira na região central do país. Bombeiros interromperam os esforços de resgate por acreditarem que cinco homens que ainda estão numa área profunda da mina estejam mortos.

Estadão Conteúdo

05 de setembro de 2014 | 12h33

As vítimas passaram a noite presas a mais de 500 metros abaixo da superfície. De acordo com os médicos, 26 mineiros foram levados para um hospital, seis deles gravemente feridos, mas nenhum corre risco de vida.

O gerente da mina, Esad Civic, disse que os trabalhos de resgate foram interrompidos depois que os 29 mineiros foram retirados. Familiares dos que foram deixados para trás choraram quando as autoridades fecharam a entrada da mina. Amir Arnaut, membro da equipe de resgate, disse que eles fizeram todo o possível para salvá-los. "Nós não conseguíamos alcançar aquele grupo de pessoas", lamentou. Um inspetor de mineração, Nuraga Duranovic, disse que as mortes não podem ser confirmadas oficialmente até que os corpos sejam encontrados.

O líder da organização sindical da mina, Mehmed Oruc, disse que dois túneis desmoronaram na quinta-feira à noite, após uma explosão de gás provocada por um pequeno terremoto perto da cidade de Zenica. Ele disse que 22 outros mineradores conseguiram sair do buraco na quinta-feira, sendo que dois se feriram.

Foi o terceiro acidente na mina de Zenica neste ano. Em duas explosões de gás anteriores, 16 mineradores ficaram feridos. A mais recente foi a menos de quatro semanas. O local foi cenário de uma das maiores tragédias em mineração na história da Bósnia, quando 39 trabalhadores morreram em uma explosão de gás em 1982.

Familiares e líderes da organização sindical acusaram a gerência de responder de forma insuficiente ao último colapso, especialmente por dizer, inicialmente, que apenas oito trabalhadores estavam presos. Eles afirmaram que as autoridades só trouxeram máquinas de resgate sete horas depois da explosão. O gerente admitiu que a mina está longe do padrão de segurança aceito mundialmente. Fonte: Associated Press.

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