Acidente mata líder da dissidência cubana

Carro em que viajava o opositor de 60 anos foi atingido por um caminhão durante uma viagem pela Província de Granma, a 800 km de Havana

HAVANA , / AP e REUTERS, O Estado de S.Paulo

23 de julho de 2012 | 03h03

O dissidente cubano Oswaldo Payá, de 60 anos, morreu ontem em um acidente de carro no oeste de Cuba. Payá era um dos principais líderes da resistência ao regime da família Castro na ilha. A notícia da morte foi confirmada pelo presidente da entidade de oposição Comissão Cubana de Direitos Humanos e Reconciliação Nacional, Elizardo Sánchez.

"Payá era considerado o líder político mais notável da oposição cubana", declarou Sánchez, acrescentando que o acidente ocorreu no início da tarde.

O carro em que Payá viajava com outras três pessoas foi atingido por um caminhão perto de Bayamo, capital da Província de Granma, a cerca de 800 quilômetros da capital, Havana.

Pelo Twitter, o irmão do dissidente, Carlos Payá, que mora em Madri, também confirmou a notícia: "A polícia telefonou para Rosa Maria, filha de Oswaldo, e disse que ele havia falecido".

Yoani Sánchez, dissidente e colunista do Estado, também se manifestou pelo Twitter. "Estou na casa de Oswaldo Payá. Sua mulher e filhos foram ao aeroporto para tentar chegar a Granma. Todos estão muito abalados", afirmou.

O site de Payá, mantido por apoiadores de fora da ilha, afirmou que outro opositor que viajava no veículo, Harold Cepero, também teria morrido. Os outros ocupantes do carro foram identificados como "amigos" e estariam vivos e internados em um hospital da região.

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.