Acionistas decidem manter usina japonesa em operação

Em uma sessão de seis horas, mais de 9 mil acionistas da Tokyo Electric Power (Tepco) não apoiaram uma proposta para acabar com o uso da energia nuclear da usina Daiichi, em Fukushima. A usina vive uma crise desde 11 de março, quando um terremoto e um tsunami prejudicaram suas operações.

AE, Agência Estado

28 de junho de 2011 | 13h15

A reunião foi realizada em um hotel de Tóquio. "Nós gostaríamos de oferecer nossas sinceras desculpas a nossos acionistas e ao povo por causarmos ansiedade em torno do acidente nuclear e do fornecimento de eletricidade", afirmou o presidente da Tepco, Tsunehisa Katsumata, durante o encontro. "Com o auxílio do governo, nós queremos garantir a sobrevivência da companhia", acrescentou.

Alguns dos acionistas presentes criticaram duramente os funcionários pela resposta ao desastre na usina Daiichi. Um plano de estabilização da Tepco pretende controlar a situação totalmente até janeiro. Os acionistas aprovaram a nomeação de 17 membros para o conselho da Tepco, incluindo um novo membro e a manutenção do atual presidente, Toshio Nishizawa. Este assumiu o posto de Masataka Shimizu, bastante criticado no início da crise nuclear.

Riscos

Também hoje, um ex-vice-presidente da Tepco, Toshiaki Enomoto, disse que o maior temor da companhia agora é a perspectiva de violentas tempestades, capazes de espalhar o material radioativo contido na usina Daiichi.

Atualmente trabalhando como consultor, Enomoto explicou, falando em Pequim após um seminário, que os responsáveis apressam-se para construir uma cúpula para cada um dos reatores afetados. Dessa maneira, se impedirá que a água contaminada e o material radioativo escapem para o ambiente.

Ele alertou que a água também poderia alagar mais a usina, piorando a contaminação. A Tepco também tem entre seus planos a filtragem dessa água contaminada, utilizando um sistema especial para esse fim. As informações são da Dow Jones.

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