Acionistas japoneses pedem suicídio de executivos

Apesar das desculpas oferecidas pelo presidente da Tepco, acionistas exigiram renúncia de dirigentes

AE, Agência Estado

28 de junho de 2011 | 11h03

TÓQUIO - Os executivos da Tokyo Electric Power (Tepco), empresa que opera a usina nuclear japonesa de Fukushima, pediram desculpas nesta terça-feira, 28, durante a reunião anual com acionistas. "Todos nós, diretores, nos desculpamos profundamente pelos problemas e temores que o acidente causou," disse o presidente da companhia, Tsunehisa Katsumata, ao citar as consequências do terremoto e do tsunami que atingiram o Japão em março. "Todos trabalharemos juntos para resolver esta crise o mais rápido possível".

As desculpas, porém, não surtiram efeitos. Em meio a gritos e insultos, um dos acionistas gritou que os executivos deveriam se jogar no reator da usina e morrer como forma de se responsabilizar pelo fracasso. Outros acionistas exigiram que os dirigentes renunciassem e devolvessem os salários, enquanto outro gritou que todos mereciam o "harakiri", ritual japonês de suicídio.

Hoje, um funcionário do governo na cidade de Fukushima, capital da província de mesmo nome, anunciou a distribuição de medidores de radiação para 34 mil menores de idade que vivem na maior cidade próxima à usina nuclear. Com a medida, o governo pretende garantir que as pessoas no entorno não se exponham a níveis muito altos de radiação. Os aparelhos serão distribuídos em setembro a menores entre 4 e 15 anos. A cidade de Fukushima, com cerca de 300 mil habitantes, está a 60 quilômetros da usina.

Em meio à situação preocupante, o presidente de Tepoc ainda disse que a empresa fará seu melhor trabalho para controlar a fuga da radiação. Segundo ele, a companhia compensará em breve aqueles obrigados a deixar a usina e também as fazendas cujos produtos foram proibidos pela contaminação. As informações são da Associated Press.

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