Acnur lança campanha para acabar com apatriados

O Alto Comissário das Nações Unidas para Refugiados (Acnur) lançou uma campanha para acabar, na próxima década, com o número de pessoas apatriadas. O objetivo é chamar a atenção para as pessoas que não são reconhecidos em seus países e não têm documentos de identidade.

MARCELLA FERNANDES, COM INFORMAÇÕES DA ASSOCIATED PRESS, Estadão Conteúdo

04 de novembro de 2014 | 17h36

"Não ter pátria pode significar uma vida sem educação, sem assistência médica ou emprego legal. Uma vida sem a capacidade de mover-se livremente, sem perspectivas ou esperança", afirmou um comunicado da Acnur sobre a campanha "I belong".

O enviado especial da Acnur, António Guterres, além da atriz Angelina Jolie e mais de 30 celebridades e líderes mundiais publicaram uma carta aberta dizendo que agora, 60 anos após a ONU ter concordado em proteger pessoas apátridas, era hora de erradicar o problema.

Pelo menos 10 milhões de pessoas em todo o mundo estão atualmente apatriadas e um bebê nasce sem Estado a cada 10 minutos. Muitas vezes essas pessoas tem direitos e serviços que os países normalmente oferecem aos seus cidadãos negados.

O crescente número de grandes conflitos aumentou o problema. Guerras na República Centro-Africana e na Síria, por exemplo, têm forçado milhões de pessoas a deixarem esses países.

De acordo com Guterres, há cinco principais pontos de conflito, incluindo Mianmar, onde mais de um milhão de pessoas da população Rohingya vivem sem status legal. Há cerca de 700.000 descendentes de migrantes que não são reconhecidos como cidadãos na Costa do Marfim, muitos falantes de russo são tratados como não cidadãos na Letônia e cerca de 500 mil pessoas de várias comunidades não tem nacionalidade na Tailândia.

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