Acnur pede que países abriguem mais refugiados sírios

O chefe do Alto Comissário das Nações Unidas para Refugiados (Acnur), Antonio Guterres, pediu que os países, especialmente na Europa, revejam a legislação para permitir que mais refugiados sírios que fogem da guerra civil no país entrem em suas fronteiras.

Estadão Conteúdo

15 de outubro de 2014 | 18h47

Guterres afirmou em conversas em uma conferência nos Emirados Árabes Unidos nesta quarta-feira que uma crise de refugiados no Oriente Médio é uma ameaça à segurança global. "Não é apenas a pior crise humanitária nas últimas décadas. É também a maior ameaça regional à paz e à segurança", declarou.

A ONU estima que cerca de 2,7 milhões de sírios deixaram o país, a maioria para territórios vizinhos, e que outros 6,5 milhões estão desalojados internamente.

O secretário-geral da Liga Árabe, Nabil Elaraby , destacou que crianças refugiadas do Iraque, Líbia, Iêmen e Palestina também correm risco de não receberem educação apropriadas, além de cuidados de médicos e de saúde mental. "A carnificina testemunhada pelo mundo árabe hoje em diferentes áreas na Síria, Líbia e também no Iêmen requer soluções políticas", afirmou Elaraby.

Os Emirados Árabes Unidos, além de outras cinco nações ricas em energia do Conselho de Cooperação do Golfo, foram criticadas por grupos de direitos humanos pro não abrirem suas fronteiras para refugiados em meio a diversos conflitos na região. Fonte: Associated Press.

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