Acordo acaba com protestos no Equador

O governo equatoriano disse nesta sexta-feira que acabou com a onda de violentos protestos que afetou gravemente a exportação de petróleo do país.Os protestos, que começaram no último domingo, prejudicaram as exportações de petróleo no Equador e deixaram nove policiais e vários manifestantes feridos.Em um acordo, o presidente Alfredo Palacio concordou em acabar com o estado de emergência que havia sido imposto na terça-feira e soltou 35 pessoas detidas durante os quatro dias de manifestações.A administração de Palacio também concordou em investir cerca de US$ 100 milhões em educação, programas sociais e de infra-estrutura, incluindo a construção de duas rodovias e um aeroporto exigidos pelos manifestantes. Os projetos tinham sido prometidos pelo ex-presidente Lucio Gutierrez, deposto em abril de 2005. "O problema é a resposta pela falta de atenção de governos sucessivos", disse a governadora de Napo, Gina San Miguel, que ajudou nos acordos junto com o prefeito de Quijos, Renan Balladares.Gina e Balladares já tinham sido presos sob um decreto de emergência, mas foram soltos na última quarta-feira. Autoridades disseram que as acusações não serão retiradas. A trégua foi anunciada no final da tarde de quinta-feira, e horas depois os soldados retomaram a estação de processamento de Sardinas, que fica a 120 km a sudentes da capital Quito. Manifestantes tinham cercado a estação na última terça-feira, forçando a empresa privada OCP a parar com o processamento de petróleo.A ação aconteceu logo depois que soldados forçaram os manifestantes a saírem da estação de extração de Salado, deixando a estatal Petroecuador continuar com suas operações após 16 horas de paralisação, o que custou ao governo algo em torno de US$ 12 milhões.A OCP disse em um comunicado que não terá capacidade de voltar à sua normalidade antes de domingo. Seu oleoduto, que tem como proprietários principais a empresa espanhola-argentina Repsol YPF, a Ocidental Petroleum Corp. e a Canadá EnCana Corp., transporta cerca de 130 mil barris de petróleo por dia. Os dois oleodutos são as principais artérias petrolíferas dessa nação andina, que sem eles perde 43% de sua renda bruta.

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