Acordo com os EUA não derruba o governo, diz ministro indiano

O partido Congresso, que está nopoder na Índia, disse que seu governo não cairá por causa doacordo nuclear com os Estados Unidos, apesar das advertênciasde "sérias consequências" feitas por seus aliados comunistas seo pacto não fosse congelado. A oposição de partidos de esquerda, que dão apoioparlamentar para a coalizão do governo, ao acordo de energianuclear civil provocou a pior crise política doprimeiro-ministro Manmohan Singh desde que assumiu o cargo, em2004. Mas Kapil Sibal, ministro e um dos principais líderes dopartido, disse que o governo não cairá devido à oposição aopacto. "Isso não existe", disse Sibal ao canal de TV NDTV, emresposta à questão sobre o futuro do acordo. "Não acho que o governo cairá. Não acho que alguém tomaráesta posição quando o assunto for debatido no parlamento",disse Sibal, que é ministro da Ciência e Tecnologia. O líder comunista Sitaram Yechury tentou acalmar aspreocupações em relação a uma possível retirada da esquerda,dizendo que o grupo está pedindo para o governo apertar o botãode "pausa", e não "rejeitar ou parar" o pacto. O acordo nuclear foi finalizado em julho, depois de mesesde negociações entre as duas maiores democracias do mundo, masainda precisa de aprovação de diversas instituições globais eum voto final do Congresso dos EUA.O pacto dará acesso à Índia a reatores norte-americanos ecombustível, pela primeira vez em três décadas, apesar de NovaDélhi ter testado armas atômicas e não ter assinado o Tratadode Não-Proliferação. Os partidos comunistas da Índia têm juntos 60 deputados nacâmara baixa do parlamento, de 545 membros e dizem que o acordoprejudica a soberania nuclear e a política externa da Índia,que seria levada a uma aliança estratégica com os EUA paraconter a China. Uma pesquisa de opinião feita com 6.500 eleitores epublicada nesta semana mostra que 46 por cento apóiam o acordoe apenas 28 por cento são contra. O restante não opinou. A pesquisa mostrou também que 47 por cento dos eleitoresquerem que o governo resista à pressão comunista, mesmo queisso resulte em novas eleições. (Por Kamil Zaheer)

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