Acordo de paz com Israel agora é 'impossível', diz presidente da Síria

Para al-Assad, ações de Benjamin Netanyahu provocam guerras e tensão com mundo árabe

Agência Estado

18 de março de 2010 | 11h46

DAMASCO - O presidente da Síria, Bashar al-Assad, afirmou nesta quinta-feira, 18, que a paz no Oriente Médio é "impossível" atualmente por conta da ausência de um "parceiro israelense".

 

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Para al-Assad, as ações do primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, configuraram o atual quadro na região. "O estabelecimento da paz no Oriente Médio é impossível por causa da ausência de um parceiro israelense", disse Assad em Damasco, após conversas com o presidente da Itália, Giorgio Napolitano, em visita ao país.

As contínuas construções em assentamentos israelenses e a ocupação dos territórios árabes capturados em 1967 eram os "verdadeiros obstáculos" à paz na região, provocando "mais guerras e mais tensão", segundo Assad. O líder afirmou que a Síria "quer seriamente estabelecer uma paz justa e abrangente por meio de negociações indiretas mediadas pela Turquia".

O governo de Netanyahu "não pode ser considerado um parceiro, pois responde aos pedidos pela paz com assentamentos e a ''judaização'' de lugares sagrados (muçulmanos)" na Cisjordânia e em Jerusalém Oriental, avaliou Assad. Ele pediu que a Itália e a União Europeia (UE) pressionem os israelenses.

As conversas indiretas entre Israel e a Síria foram lançadas em maio de 2008, mas estão suspensas desde a ofensiva israelense na Faixa de Gaza, em dezembro daquele ano. O governo israelense enfureceu a comunidade internacional ao anunciar planos de construir mais 1.600 novas casas para assentados judeus em Jerusalém Oriental, e também por incluir dois contestados templos da Cisjordânia como parte de seu patrimônio nacional.

O presidente italiano afirmou estar "profundamente desapontado com as decisões israelenses de construir em assentamentos". Napolitano advertiu ainda para a "consequência desastrosa" dessa ação. As informações são da Dow Jones.

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