Acordo de paz vai exigir mudanças na lei colombiana

O presidente da Colômbia, Álvaro Uribe, disse que a Lei de Justiça e Paz terá de ser reformulada quando houver um acordo com as guerrilhas do ELN (Exército de Libertação Nacional) e das Farc (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia). Uribe se referiu ao paradoxo de que a Lei que "parece muito branda com os paramilitares" seja tão dura com a guerrilha. Por isso, será necessária uma reforma quando houver "um acordo de paz sincero, de boa-fé, com o ELN e com as Farc, criando melhores condições". Para Uribe, o país "vai ter de pensar em verdade, Justiça, reparação". No processo de paz com as duas organizações insurgentes. Segundo ele, "vai aflorar o tema do perdão", porém não do esquecimento. "Não queremos estimular rancores, mas sim evitar a repetição de erros", acrescentou. O presidente afirmou que o poder em seu país "era exercido por terroristas, paramilitares e guerrilhas", e que a sua gestão recuperou a institucionalidade. Uribe destacou também à necessidade de que "a verdade seja completa", e pediu a revelação de "tudo o que aconteceu com o M-19 e as alianças de setores da política com as Farc e o ELN".

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