Acordo de troca de urânio firmado pelo Irã 'pode ser positivo', diz ONU

Entidade internacional cobra maior 'engajamento internacional' de Teerã como resto do mundo

estadão.com.br

18 Maio 2010 | 14h52

NOVA YORK - O acordo firmado entre Irã, Brasil e Turquia para a República Islâmica trocar urânio pouco enriquecido por combustível nuclear pode ser positivo, caso seja seguido por um engajamento maior de Teerã com a comunidade internacional, disse nesta terça-feira, 18, o secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU), Ban Ki-moon, segundo seu porta-voz.

 

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Ban pediu que o Irã cumpra as resoluções já aprovadas pelo Conselho de Segurança da ONU e coopere "ao máximo" com a Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), disse um porta-voz de Ban, Martin Nesirky.

 

"O acordo pode ser um passo positivo para construir a confiança sobre os programas nucleares do Irã, caso ele seja seguido por um engajamento maior com a Agência Internacional de Energia Atômica e a comunidade internacional", afirmou Nesirky, citando Ban Ki-moon.

 

Na segunda-feira, o Irã assinou um acordo com o Brasil e a Turquia para realizar a troca de urânio enriquecido por material nuclear pronto para ser usado em um reator de pesquisas. A proposta é semelhante à firmada entre a AIEA e Teerã em outubro do ano passado, embora os iranianos tenham deixado o pacto na ocasião.

 

Nesta terça, a secretária de Estado dos EUA, Hillary Clinton, anunciou que os membros parmanentes do Conselho de Seguranã da ONU - EUA, Rússia, China, França e Reino Unido - e a Alemanha entraram em acordo sobre um rascunho do novo pacote de sanções a ser aplicado sobre o Irã. Segundo a americana, o documento será apresentado ainda nesta terça para todo o Conselho de Segurança na sede da ONU, em Nova York.

 

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As sanções eram pretendidas pelas potências ocidentais, que temem que o Irã enriqueça urânio para produzir armas de destruição em massa. Elas dizem que a República Islâmica não coopera com a AIEA nas investigações sobre seu programa nuclear. Teerã, porém, nega e afirma que mantém as atividades atômicas apenas para produzir energia elétrica.

 

(Com informações das agências Reuters e Associated Press)

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