Acordo encerra crise do gás no Chile após uma semana de protestos

Moradores do Estreito de Magalhães se irritaram com aumento no preço do combustível na região

Efe

18 de janeiro de 2011 | 19h14

SANTIAGO DO CHILE - Um acordo assinado entre o governo chileno e a Assembleia Cidadã pôs fim nesta terça-feira, 18, à crise do gás no Estreito de Magalhães após uma semana de protestos provocados pelo anúncio de uma alta de quase 17% no preço do combustível na região.

 

O anúncio foi feito pelo ministro de Minas e Energia, Laurence Golborne. Segundo ele, foi assinado um protocolo de acordo, o que permite terminar a manifestação, e que se decidiu um reajuste de 3% a partir de 1º de fevereiro, o que será compensado com um subsídio que beneficiará 18 mil famílias vulneráveis e de setores locais.

 

O novo arcebispo de Santiago, monsenhor Ricardo Ezzati, disse aos jornalistas, após se reunir em Santiago com o presidente Sebastián Piñera, que avaliava o acordo no Estreito de Magalhães após o conflito provocado pela alta do preço do gás.

 

Por sua vez, o presidente Piñera, logo após se informar da assinatura do acordo, saiu de seu escritório no Palácio de La Moneda, sede do Executivo chileno, e declarou aos jornalistas que o que se fez na região meridional foi "pensando no melhor interesse permanente de médio e longo prazo na região de Magalhães".

 

Ao meio-dia desta terça-feira, fontes da Assembleia tinham confirmado à imprensa que as partes negociadoras estavam redigindo o documento com os acordos que permitiriam finalizar imediatamente os protestos, cerca de 2.300 quilômetros ao sul de Santiago.

 

O gás é o principal combustível de Magalhães, única região do Chile onde se produz e se entrega subsidiado a seus habitantes, que pela distância e isolamento em que vivem enfrentam um custo de vida pelo menos um terço mais caro que no resto do Chile.

 

Os habitantes de Magalhães começaram rapidamente a se mobilizar para que a região recupere a situação de normalidade, especialmente porque a zona depende bastante do turismo.

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