Acordo entre Irã e AIEA deve adiar novas sanções

Teerã - O acordo feito entre o Irã e a Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) para afastar as suspeitas sobre as atividades nucleares do país é inadequado e deve adiar as sanções econômicas contra Teerã. A avaliação é de países como a França e os EUA e de especialistas em segurança nuclear. Na segunda-feira, o governo iraniano e a AIEA divulgaram um cronograma de cooperação para esclarecer até dezembro questões sobre o programa nuclear iraniano. A AIEA anunciou o acordo como um avanço nas negociações para conter o programa nuclear do Irã. Contudo, no dia seguinte, o presidente iraniano, Mahmud Ahmadinejad, disse que as investigações sobre o assunto estavam "encerradas". Para especialistas, o acordo teria sido uma nova estratégia do Irã para adiar novas sanções do Conselho de Segurança da ONU. "Não há como verificar as promessas do Irã", diz David Albright, do Instituto para a Ciência e Segurança Internacional, em Washington. "A AIEA não tem acesso a pessoas, documentos ou lugares. É possível que só tenha aceito tais condições porque estava desesperada por um acordo." O texto do pacto diz que o Irã já esclareceu seus experimentos com plutônio, mas não explica como teria feito isso. O acordo também diz que o país deveria esclarecer dúvidas sobre um eventual documento que Abdul Qadeer Khan, pai da bomba atômica do Paquistão, teria enviado às autoridades iranianas. Os papéis seriam um manual de como utilizar urânio em armas nucleares.

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