Acordo inspira fé no processo de paz da Colômbia

Depois de um encontro de 11 horas, um acordo entre o governo da Colômbia e as guerrilhas esquerdistas inspiraram nova fé nas conversações de paz. Mas enquanto vários líderes políticos e empresariais aplaudiram o acordo - fechado ontem à noite entre o governo do presidente Andres Pastrana e as Forças Armadadas Revoucionárias da Colômbia (FARC) - outros aguardam ainda estão mantém cero ceticismo. Alguns questionaram se as guerrilhas irão manter suas promessas, que inclui atender os apelos para parar com os sequestros e respeitar as autoridades civis, e permitir uma livre campanha política no vasto santuário no sul do país como quer o governo ao encorajar as conversas de paz. ?Pela primeira vez temos compromissos concretos?, disse Daniel Garcia-Pena, um ex-enviado de paz do governo. ?Isto acontece num momento crítico e pode restaurar um pouco da paz e esperança perdidas?. O acordo, assinado pelo enviada de paz do governo Camilo Gomez e pelo líder da FARC, Manuel Marulanda, coloca no topo da agenda o cessar-fogo proposto por uma comissão civil de paz. Os dois lados prometeram ?se engajar imediatamente? na proposta de trégua de seis meses. A paz tem sido a prioridade da administração de Pastrana. A guerra de 37 anos de guerrilhas contra o governo e o exército paramilitar de direita, mata em torno de 3,500 pessoas por ano. Pelo menos sete guerreiros da FARC e três soldados foram mortos no último sábado durante combates em várias partes do país.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.