Acordo na Nigéria evita ataque a campos de petróleo

O líder das milícias que ameaçavam ampliar a batalha pelo controle da região sul da Nigéria, rica em petróleo, informou que o grupo fechou um acordo de paz com o presidente do país, Olusegun Obasanjo, para encerrar os combates. "O presidente acertou que suas tropas não vão atacar o nosso pessoal. E uma vez que eles não vão atacar, nós também não iremos", disse Moujahid Dokubo-Asari, que lidera a Força Voluntária do Povo do Delta do Níger. Ontem, Dokubo-Asari avisou aos trabalhadores estrangeiros das companhias de petróleo que eles passarão a ser considerados alvos legítimos a partir de 1º de outubro, dia do 44º aniversário da independência da Nigéria. As ameaças de sua milícia, que tinham como alvo principal as empresas estrangeiras que exploram o petróleo do país, pressionaram os preços internacionais do óleo. O ministro da Informação da Nigéria, Chukwuemeka Chikelu, disse que Dokubo-Asari esteve em Abuja para participar dos esforços do governo a fim de evitar a deterioração da segurança na região do delta do Rio Níger, de onde é extraída a maior parcela da produção nigeriana de 2,5 milhões de barris de petróleo por dia.Dokubo-Asari contou que um avião do governo o levou da cidade de Porto Harcourt para a capital Abuja. Ele qualificou as negociações como "muito cordiais", mas deixou claro que ainda não foi fechado um acordo definitivo.

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