Acordo no Quênia prevê revisão do pleito presidencial

Governo aceita rever votação do presidente; rivais não definem como funcionaria gestão compartilhada

Agências internacionais,

15 de fevereiro de 2008 | 10h57

As lideranças políticas rivais no Quênia concordaram que há necessidade de uma nova Constituição para o país e de uma revisão independente da eleição presidencial, embora questões como a divisão do poder ainda não sejam claras. As informações sobre o acordo entre governo e oposição foram na cópia do documento preliminar obtida pela Associated Presse nesta sexta-feira, 15.   Veja também: Entenda o conflito no Quênia    O acordo assinado na quinta-feira marca a primeira vez em que autoridades governamentais concordaram com a recontagem dos votos, em um claro progresso na disputa política travada desde a reeleição do presidente Mwai Kibaki no fim de dezembro, que deixou mais de mil mortos e 600 mil desabrigados.   Porém, a divisão do poder, solução que o grupo rival vem sendo forçada a aceitar, ainda segue como um tema delicado. O documento preliminar afirma que os dois lados concordaram com a elaboração de uma nova Constituição em um ano, que garantiria o cargo de primeiro-ministro ou algum outro meio de poder compartilhado. O documento diz ainda que os negociadores consultarão o presidente Kibaki e o líder opositor Raila Odinga sobre o acordo.   Um porta-voz do ex-secretário das Nações Unidas Kofi Annan, responsável pela mediação das negociações, anunciou na sexta-feira que um acordo teria sido alcançado. Ele indica que uma comissão internacional revise e "investigue todos os aspectos da eleição presidencial de 2007". Os trabalhos da equipe também formada por representantes quenianos deve começar os trabalhos no dia 15 de março e apresentará suas conclusões entre três e seis meses depois. Entre as dez medidas acordadas na quinta ainda estão a reforma das leis eleitorais, das instituições e a criação de uma comissão.  

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