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The New York Times
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Acordo nuclear não mudará relacionamento com os EUA, diz aiatolá Ali Khamenei

Líder iraniano chamou governo dos Estados Unidos de "arrogante" em declaração feita em transmissão ao vivo em canal estatal

Estadão Conteúdo

18 de julho de 2015 | 16h18

O líder supremo do Irã, Aiatolá Ali Khamenei, afirmou em discurso neste sábado que o acordo nuclear do país com as potências do P5+1 (Estados Unidos, França, China, Rússia, Reino Unido, mais Alemanha) não mudará a política iraniana em relação ao "arrogante" governo dos Estados Unidos, em sua primeira declaração pública desde a assinatura do acordo.

"Nossa relação com o governo ''arrogante'' dos Estados Unidos não mudará em nada", disse Khamenei em uma declaração transmitida ao vivo pelo canal estatal iraniano. "Não temos nenhuma negociação com os EUA sobre diversos assuntos globais e regionais. Não temos negociações sobre questões bilaterais", comentou.

Khamenei, que discursou para marcar o fim do Ramadã, afirmou que o Irã continuará a apoiar seus aliados no Oriente Médio, incluindo o grupo Hezbollah e o governo Sírio. O líder supremo também disse que continuará pedindo a destruição de Israel, que descreveu como um "governo terrorista, assassino de bebês".

O Aiatolá declarou que um acordo mais amplo com os EUA é improvável, destoando da posição moderada do presidente do país, Hassan Rouhani, que havia dito que o acordo nuclear poderia "passo a passo, remover tijolos do muro da desconfiança", entre o Irã e os Estados Unidos.

Por outro lado, o Aiatolá também elogiou os diplomatas iranianos que firmaram o acordo, o que indica que Khamenei não deve interferir na decisão final sobre o acordo, que será realizada nos próximos dias pelo Parlamento iraniano e pelo Supremo Conselho Nacional de Segurança, maior autoridade em segurança no país.

O analista de política iraniana, Davoud Hermidas Bavand, afirmou que os comentários de Khamenei foram destinados principalmente para o público nacional.

"O líder tinha o objetivo de acalmar os ânimos dos iranianos mais conservadores que estão preocupados com a reaproximação com os Estados Unidos", disse Bavand, professor de Direito Internacional da Universidade de Teerã. "O acordo aumentou a popularidade de Rouhani e Khamenei quer criar um balanço e aumentar a moral dos conservadores descontentes", comentou.

Informações da Associated Press.

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