Acordo para libertar soldado pode estar próximo, diz Hamas

Houve um "avanço" nas negociações pela libertação do soldado israelense mantido por militantes palestinos em Gaza, disse neste domingo, 31, o grupo Hamas, que está no governo, sem dar mais detalhes. O porta-voz Abu Ubaida disse que o grupo Izz el-Deen al-Qassam e outras duas facções que mantêm o soldado Gilad Shalit há mais de seis meses não estão dispostas a libertá-lo, mas que um acordo pode estar mais próximo depois do que descreveu como mudança na posição israelense. "Há um avanço neste caso e esperamos que seja concluído muito em breve", disse Abu Ubaida. Uma autoridade do gabinete do primeiro-ministro israelense, Ehud Olmert, recusou-se a comentar. As facções armadas exigiram que Israel liberte mais de 1.000 prisioneiros palestinos em troca de Shalit, que foi seqüestrado no final de junho por homens armados que se infiltraram no sul de Israel a partir da Faixa de Gaza. Um dos grupos, chamado Comitês de Resistência Popular, disse que Shalit pode ser entregue ao Egito depois que Israel libertar um primeiro grupo de prisioneiros. Os egípcios manteriam o soldado até que Israel libertasse mais prisioneiros. "A troca depende da intenção israelense de realizá-la. Se houver tal intenção, pode acontecer muito em breve", disse um porta-voz dos Comitês, Abu Mujahed. Ele não disse quantos prisioneiros podem ser libertados no acordo. Mujahed disse que Shalit está bem de saúde e sendo tratado de acordo com "valores islâmicos". A captura de Shalit provocou uma devastadora ofensiva militar de Israel na Faixa de Gaza, de onde os israelenses retiraram tropas e colonos em 2005. A ofensiva terminou com uma trégua acertada em novembro. Olmert disse que Israel poderia soltar palestinos em troca de Shalit, mas o país não divulgou detalhes dos acordos diplomáticos. A visita programada de Olmert ao Egito nesta semana provocou especulação de que o acordo poderia estar próximo. Israel não negocia com o Hamas, que formalmente dedica-se a destruir o Estado judeu, mas disse que poderia libertar prisioneiros para o presidente Mahmoud Abbas, moderado que busca um estado palestino independente ao lado de Israel. Israel mantém mais de 9 mil prisioneiros palestinos, de acordo com o grupo independente de direitos humanos israelense B´Tselem.

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