Yahya Arhab/Efe
Yahya Arhab/Efe

Acordo pela saída de Saleh é motivo de caos na capital do Iêmen

Grupos pró e contra o pacto se enfrentaram em Sanaa, deixando ao menos 20 feridos

Reuters

27 de dezembro de 2011 | 15h06

SANAA - Defensores e opositores do acordo que prevê a transferência de poder do presidente do Iêmen, Ali Abdullah Saleh, entraram em confronto nesta terça-feira, 27, atacando-se com pedradas e pauladas e aprofundando o caos no país. Os enfrentamentos deixaram ao menos 20 feridos, segundo ativistas.

 

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Jovens ativistas, que há meses lideram os protestos contra o governo de Saleh - há 33 anos no poder -, estão divididos sobre deixá-lo sair do país. Eles dizem que isso pode abrandar o conflito, mas também deixá-lo escapar da Justiça.

Saleh curvou-se a meses de protestos e de pressão internacional ao concordar, no mês passado, com um pacto que lhe garante imunidade na Justiça com relação à repressão violenta ao levante, ao mesmo tempo em que prevê que entregue o poder a seu vice.

Longe de resolver a crise, o acerto provocou novas tensões entre os grupos que se opõem ao acordo de imunidade e os que o apoiam - muitos dos quais fazem parte de um governo interino.

Ativistas afirmam que ao menos 20 pessoas ficaram feridas nos confrontos na capital do país, Sanaa, nesta terça-feira entre os simpatizantes do partido Islah, que apoiaram o acordo, e o movimento Houthi, o agrupamento rebelde xiita no norte do Iêmen.

 

Viagem

O governo dos EUA e a Arábia Saudita, que faz fronteira com o Iêmen, temem que o caos prolongado possa permitir que a Al-Qaeda reforce a sua presença no país, situado nas proximidades de importantes rotas marítimas do petróleo.

Depois de outra ação violenta no sábado - quando, segundo os manifestantes, as forças de Saleh mataram nove pessoas que participavam de uma marcha contra o acordo de imunidade --, o presidente prometeu abrir caminho a um sucessor e partir para os EUA.

Um porta-voz da Casa Branca disse na noite de segunda-feira que o governo norte-americano está decidindo se permite que Saleh viaje aos EUA, acrescentando que o presidente solicitou visto para fazer um tratamento médico.

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