Acordo pode reiniciar diálogo na Costa do Marfim

Os governos da França e da Costa do Marfim chegaram a um acordo para tentar conter o conflito civil em que o país está mergulhado há quatro meses. O presidente do país, Laurent Gbagbo, aceitou expulsar mercenários que vivem na Costa do Marfim e não utilizar seus helicópteros para combater os grupos rebeldes.As promessas foram feitas pelo próprio presidente ao ministro do Exterior da França, Dominique Villepin. O frágil cessar-fogo que vigorava no país foi rompido nesta semana depois que um helicóptero do governo atacou um vila que estava sob controle de rebeldes e matou 12 civis. PuniçãoO grupo rebelde Movimento Patriótico da Costa do Marfim (MPCM) quer que os militares responsáveis pelo ataque sejam punidos. Mas o Exército diz que o bombardeio foi uma resposta a um ataque rebelde anterior e que apenas militares teriam morrido. Os ex-colonizadores franceses, que estão com mais de 2 mil homens no país para tentar controlar o conflito, condenaram o ataque.A atual crise na Costa do Marfim começou há quatro meses, depois de uma tentiva de golpe frustrada para derrubar o presidente Gbagbo, eleito no fim de 2000 em um longo e conturbado processo eleitoral. InstávelA Costa do Marfim tem passado por momentos de instablidade política desde 1999, quando ocorreu o primeiro golpe de Estado desde a independência do país, na década de 60. O país enfrenta uma grande divisão política, étnica e religiosa, com muçulmados do norte se dizendo discriminados por cristãos do sul. Atualmente, há pelo menos duas frentes de conflito com o governo. Além do MPCM, no norte, um grupo rebelde do suldoeste do país também está em ação.O governo de Gbagbo nega que existam problemas de discriminação e afirma que os grupos rebeldes estão sendo financiados por países vizinhos, como Burkina Fasso e Libéria, com a intenção de desestabilizar o país. A França está tentando entrar em um acordo com os grupos rebeldes para realizar um encontro com o governo do país no dia 15 deste mês.As informações são do site da BBC em português. Para ler o noticiário da BBC, que é parceira do estadao.com.br, clique aqui.

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