Acordo ratifica suplente de Duarte e põe fim a impasse no Senado paraguaio

Senadores paraguaios chegaram ontem a um acordo para acabar com a crise que paralisou a Casa por mais de um mês. Com os votos de uma maioria simples, os congressistas barraram as pretensões do ex-presidente Nicanor Duarte de assumir o cargo de senador pleno e ratificaram o mandato de seu suplente, Jorge Céspedes. A decisão foi apoiada pelo presidente do Congresso, Enrique González, da União Nacional dos Cidadãos Éticos (Unace) - que até ontem defendia a posse de Duarte como senador eleito. O ex-presidente poderá tornar-se senador vitalício - com direito a voz, mas não a voto nem a salário. "Agora vamos trabalhar", anunciou o senador Miguel Carrizos, do partido Pátria Querida. Na frente do Senado, cerca de 5 mil pessoas comemoraram o fim da crise. Sem-terra aliados do novo presidente, Fernando Lugo, empunhavam cartazes nos quais qualificavam Duarte de golpista - acusação feita pelo governo no início da semana. González aceitou o juramento de Duarte como senador oito dias atrás, apesar de a maioria governista ter tentado boicotá-lo, ausentando-se das sessões da Casa nas últimas semanas. O juramento, porém, foi anulado pelos senadores no mesmo dia. O argumento dos aliados de Lugo é o de que Duarte não poderia ter concorrido a um cargo no Legislativo quando era presidente. Na época, porém, o então chefe de Estado conseguiu um parecer favorável das autoridades eleitorais para lançar sua candidatura.

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