Acordo vai investigar contas da Al-Qaeda em bancos suíços

Quase um ano após os atentados terroristas de 11 de setembro, os governos dos Estados Unidos e da Suíça assinam um acordo para investigar as contas da Al-Qaeda nos bancos suíços. Até hoje, as autoridades de Berna já congelaram mais de US$ 15 milhões em contas ligadas aos terroristas, mas um relatório da ONU apontou que a organização, supostamente responsável pelos ataques terroristas, ainda teria recursos suficientes para conduzir novos atentados. Parte desse dinheiro poderia ainda estar na Suíça. Para evitar que o grupo continue operando, os suíços iniciaram mais de 900 investigações em vários bancos do país. "Já estávamos investigando várias contas, mas com o acordo com os Estados Unidos poderemos agora trocar informações sobre a origem e destino transações suspeitas", afirma um funcionário de Berna. Segundo o Ministério Público da Suíça, a maioria dos recursos da Al Qaeda foram transformados em diamante e ouro e, portanto, os governos têm ainda maior dificuldade para interromper o financiamento das atividades do grupo. SuspeitasApesar da investigação, a Suíça se recusa a aceitar que os terroristas somente teriam conseguido realizar os atentados porque mantinham seus recursos guardados nos bancos do país. Mas a cada dia, cresce a suspeita de que as leis suíças teriam ajudado os terroristas a financiarem suas atividades. Um dos irmãos de Osama Bin Laden, Yeslam Bin Laden, mora em Genebra e é dono de uma companhia financeira. Até agora, Yeslam, que inclusive tem passaporte suíço, não foi interrogado e suas empresas continuam funcionando normalmente. Além disso, os terroristas usaram celulares suíços no dia dos atentados de 11 de setembro.

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