Acostumado à violência, país vive eleição tranquila

Desmantelamento de grupos do narcotráfico e de paramilitares e cerco às Farc mudam histórico de votações colombianas

, O Estado de S.Paulo

20 de junho de 2010 | 00h00

Acostumados a décadas de processos eleitorais violentos, os colombianos experimentam desta vez as eleições presidenciais mais pacíficas em 30 anos. E uma das mais apáticas também, Nas ruas da capital, era difícil ver militantes partidários e propagandas eleitorais eram escassas.

Precavido, o governo tomou uma série de medidas para garantir a segurança no dia da votação. De acordo com o ministro da Defesa, Gabriel Silva, cerca de 350 mil militares e policiais farão a cobertura de segurança de 99,5% do território colombiano.

As quatro mortes atribuídas ao processo eleitoral no primeiro turno do dia 30 foram consideradas pelas autoridades "casos isolados" e nem se comparam ao processo de 1990, por exemplo, quando três candidatos presidenciais foram assassinados por grupos ligados aos cartéis de narcotráfico. Na última eleição, de 2006, com a sociedade dividida em relação à reeleição de Álvaro Uribe, a sabotagem guerrilheira à eleição deixou uma cifra oficial de 125 mortos.

Silva afirmou que as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) tentaram organizar atentados recentemente e, por isso, as autoridades estão em alerta máximo para prevenir qualquer incidente no dia da votação.

Em Bogotá, o Exército e a Polícia montaram um comando contra a guerrilha para vigiar a capital e localidades próximas - em especial a zona rural de Sumapáz, um refúgio histórico das Farc. Segundo o comandante da Brigada 13 do Exército, general Juan Pablo Amaya, nenhuma ameaça contra a capital foi detectada.

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