"Acreditem, eu estava mentindo", diz candidato russo

Nova reviravolta no estranho caso do desaparecimento do candidato à presidência da Rússia Ivan Rybkin: hoje ele afirmou que foi drogado e seqüestrado depois que o convenceram a ir à Ucrânia para encontrar-se com um líder separatista checheno. Ao reaparecer em Kiev na terça-feira, após cinco dias sem dar notícias, Rybkin dera outra versão: havia tirado uns dias para descansar. Sua mulher, Albina - que havia dado queixa de seu desaparecimento -, não aceitou essa versão, nem foi buscá-lo no aeroporto.A versão também não colou na imprensa, que levantou várias especulações: uma escapada amorosa, uma estranha jogada de propaganda, uma ação dos serviços especiais russos.Assegurando que ia contar a verdadeira história, Rybkin disse que chegou de trem à Ucrânia no dia 6 para discutir com o líder separatista checheno Aslan Maskhadov um acordo de paz. Ele contou que foi levado a um apartamento em Kiev onde o encontro seria realizado. "Me ofereceram chá e logo fiquei sonolento", disse o candidato. Ele acordou em outro apartamento, quatro dias depois, e dois homens armados lhe disseram que havia participado de uma "missão especial"."Depois me mostraram um vídeo asqueroso, no qual eu aparecia, e me explicaram que se tratava de um plano para me forçar a cooperar", declarou sem dar detalhes, mas dizendo que o vídeo havia sido feito por "pervertidos". Rybkin voltou a Moscou com o compromisso de dizer que só havia descansado em Kiev.

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