Acumulação de gás causou explosão na sede da Pemex

A explosão que destruiu o prédio de escritórios na sede da estatal mexicana Petroleos Mexicanos, ou Pemex, matando pelo menos 37 pessoas, foi causada por um acúmulo de gás, possivelmente, de metano, de acordo com os resultados preliminares da investigação, afirmou o procurador-geral mexicano, Jesus Murillo, nesta segunda-feira.

AE, Agência Estado

05 de fevereiro de 2013 | 03h01

Falando em uma coletiva de imprensa, Murillo disse que não há sinais de que a explosão da última quinta-feira foi causada por explosivos artificiais.

No entanto, ele não chegou a declarar se a explosão foi um acidente. O procurador afirmou que os resultados ainda são preliminares, acrescentando que a fonte de gás ainda não foi determinada.

Os investigadores ainda estão trabalhando para determinar de onde o gás veio e se há ou não alguém por trás do incidente.

As razões para descartar o uso de explosivos incluem o fato de que não havia nenhuma cratera no local da explosão, as vigas de aço não foram fraturadas e os corpos das vítimas não foram desmembrados, disse ele. "Não há vestígios de explosivos na zona afetada".

Apenas os corpos de três vítimas, trabalhadores que estavam na área mais próxima à fonte da explosão, sofreram queimaduras, acrescentou.

O executivo-chefe da Pemex, Emilio Lozoya, disse que uma mulher que tinha sido hospitalizada com ferimentos morreu na segunda-feira, elevando o número de mortos para 37. De 126 pessoas tratadas por ferimentos, 29 permanecem internadas, disse o executivo.

Lozoya também disse que a equipe da Pemex deve começar a voltar para o complexo, incluindo à torre Pemex, nesta quarta-feira, uma vez que os especialistas determinaram que os outros edifícios estão a salvo. As informações são da Dow Jones.

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