Acusação de estupro divide governo iraquiano

A acusação de que uma mulher sunita foi estuprada por membros da Força Iraquiana feita no domingo dividiu o governo do Iraque e já resultou em algumas demissões, após declaração do primeiro-ministro iraquiano, Nouri al-Maliki, nesta quarta-feira, 21.Maliki demitiu de seu governo o líder da Fundação Sunita, Ahmed Abdul-Ghafour al-Samaraie, que se uniu aos sunitas na crítica de como o governo está tratando do caso.A mulher de 20 anos disse que foi agredida no domingo em uma guarnição militar para onde foi levada após suspeitarem que ela ajudava insurgentes no país. O escritório de Maliki revelou um relatório médico de que não havia sinais de estupro.Al-Maliki disse ainda que as acusações foram feitas para que as forças de segurança percam o crédito. Após demitir os três funcionários, Maliki disse que eles deveriam ser recompensados em sinal de confiança.Al-Samaraie disse em relatório que as acusações de estupro refletem algumas falhas no programa de segurança que foi estruturado para proteger os civis."A Fundação Sunita condena fortemente este crime horrível e pede ajuda da comunidade internacional e direitos humanos para que lancem uma imediata investigação", disse al-Samaraie.

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