Acusações comprometem candidatura de Toledo no Peru

O principal assessor de Alejandro Toledo, que lidera as pesquisas para o segundo turno da eleição presidencial peruana, rompeu com o candidato e dirigiu-lhe uma série de acusações, mergulhando a candidatura numa crise a poucas semanas da votação. Alvaro Vargas Llosa, filho do escritor Mario Vargas Llosa, disse sábado à noite ao Canal 2 da TV que Toledo recebeu contribuições milionárias de empresários estrangeiros, citando George Soros, e afirmou que o candidato pode adotar, como governante, uma política semelhante à do ex-presidente Alberto Fujimori. Vargas Llosa também contestou a negativa de Toledo de que seja pai de uma menina de 13 anos, que seria fruto de uma relação extra-conjugal. Finalmente, acusou o vice da chapa, Raúl Díez Canseco, de ter pago US$ 10 mil para evitar a divulgação de arquivos que vinculariam Toledo ao consumo de drogas. "Arrependo-me de não ter visto isso antes", disse Vargas Llosa. Toledo não comentou as acusações, mas Díez Canseco disse que o candidato se sentiu traído. "Ele ficou como quem perde um filho, traído por alguém a quem não ocultou nada." O vice negou as acusações e ameaçou processar Vargas Llosa se ele não se retratar. Segundo pesquisa feita na semana passada e divulgada ontem pelo instituto Analistas y Consultores, Toledo tem 52,5% das intenções de voto, enquanto o ex-presidente Alan García está com 47,5%. A votação deve ocorrer em 3 de junho.

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