EFE/PRENSA MIRAFLORES
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Acusações contra Cabello são campanha da direita contra o governo, diz Maduro

Líder venezuelano afirmou na noite de terça-feira ter total confiança no presidente da Assembleia Nacional

O Estado de S. Paulo

28 de janeiro de 2015 | 00h42


CARACAS - O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, afirmou na noite de terça-feira, 27, que as acusações que ligariam o presidente da Assembleia Nacional, Diosdado Cabello - nº 2 do chavismo -, ao narcotráfico são parte de uma "campanha de direita internacional" contra o governo bolivariano. De acordo com reportagem publicada pelo jornal espanhol ABC, Cabello estaria sendo investigado pelos Estados Unidos por sua relação com o Cartel de los Soles.

"Quero aproveitar para rechaçar a campanha que a ultradireita internacional e fatores do império americano, de forma ameaçadora e perigosa, iniciaram no dia de hoje contra o companheiro Diosdado Cabello", afirmou Maduro durante ato com dirigentes chavistas em Caracas.

Maduro afirmou ainda que Cabello tem todo seu apoio contra essa campanha "bestial e vulgar" e pediu por "solidariedade ao companheiro". "Àqueles que traem a revolução: o inferno da solidão, da derrota, do isolamento, do repúdio até de sua própria família e de todo um povo lhes espera", afirmou o presidente se referindo ao militar venezuelano Leamsy Salazar, que era chefe de segurança de Cabello e que fez as denúncias contra o chavista.

Para o líder venezuelano, a lealdade de Cabello com a revolução bolivariana - e seus líderes, o próprio Maduro, e Hugo Chávez - seriam as principais explicações para as acusações contra o presidente da Assembleia. "Eles invejam nossa irmandade lá em Miami, onde planejam essas provocações com dólares sujos do narcotráfico."

Mais cedo, a bancada chavista no Parlamento venezuelano também rechaçou a reportagem do ABC, afirmando que Cabello "era um homem honorável". / EFE

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