AP Photo/Ahn Young-joon
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Acusada de corrupção, ex-presidente da Coreia do Sul passa primeiro dia presa

Park Geun-hye trocou sua luxuosa casa de dois andares no bairro de Samseong por uma cela de 6 metros quadrados na prisão de Uiwang, no sul de Seul, após a Justiça determinar sua prisão preventiva por 20 dias

O Estado de S.Paulo

31 de março de 2017 | 16h18

SEUL -  A ex-presidente da Coreia do Sul, Park Geun-hye, passou nesta sexta-feira, 31, seu primeiro dia na prisão de Uiwang, no sul de Seul, depois que um tribunal decidiu por sua prisão preventiva por seu envolvimento no caso de corrupção que levou à sua destituição.

Park deixou o edifício da promotoria do distrito central de Seul, onde esperou durante horas para conhecer a sentença da corte, e por volta das 4h30 (16h30 de quinta-feira, em Brasília) foi conduzida em seu carro particular, acompanhada de seus guarda-costas até o presídio, informou a agência de notícias "Yonhap".

A partir de agora a ex-presidente deverá viver sob o regime rigoroso desta prisão, diferente de sua ampla casa de dois andares, no bairro de Samseong, ou os luxos da Casa Azul (palácio presidencial sul-coreano).

A ex-presidente terá sua própria cela, de pouco mais de 6 metros quadrados, onde receberá três comidas ao dia (cada uma delas avaliada em pouco mais de um euro). O local tem um colchão, mesa, cadeira, televisor, lavabo e vaso sanitário.

Os horários para assistir televisão são controlados, assim como o tempo que a ex-presidente, que deve lavar seus próprios pratos e talheres, pode passar fora da cela (em torno de uma hora para fazer exercício ou receber visitas).

Park foi detida de maneira preventiva após a Justiça considerar que existem provas de que ela cometeu crimes como abuso de poder, coação, revelação de segredos de Estado e suborno, este último punido pela lei sul-coreana com um mínimo de dez anos de prisão e até com prisão perpétua.

A promotoria, que na última segunda-feira pediu a prisão da ex-presidente devido a gravidade dos crimes dos quais ele é acusada e a possibilidade de destruição de provas, considera que Park confabulou com sua amiga Choi Soon-sil para criar uma rede que extorquia empresas em troca de favores do governo. / EFE e REUTERS

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