Acusado da morte de Daniel Pearl contesta evidências

Ahmed Omar Saeed, o principal acusado no seqüestro seguido de morte do jornalista americano Daniel Pearl no Paquistão, afirmou, nesta sexta-feira, diante de um tribunal, que as autoridades fabricaram evidências contra ele para "satisfazer a América".Saeed, que tem nacionalidade britânica, alegou que a polícia produziu evidências, deteve-o ilegalmente e torturou dois de seus companheiros a fim de ligá-lo ao crime.A imprensa está proibida de acompanhar o processo, mas o advogado de defesa de Saeed, Rai Bashir, resumiu em um relatório de seis páginas as palavras do acusado. Outros três suspeitos estão sendo julgados desde 22 de abril passado pela morte de Pearl.Segundo as leis do Paquistão, o acusado tem o direito de fazer algumas considerações aos jurados depois da finalização dos trabalhos da defesa. De acordo com autoridades, o julgamento deve terminar no início da próxima semana, embora o veredicto ainda deva tardar várias semanas.Em suas considerações, Saeed contestou a afirmação do Estado de que fora detido em 12 de fevereiro último. Ele disse ter sido detido secretamente uma semana antes, dando tempo para que as autoridades fabricassem evidências contra ele.Pearl desapareceu na noite de 23 de janeiro passado depois de ter partido para uma entrevista com um militante islâmico em um conhecido restaurante de Karachi. Uma fita de vídeo enviada ao consulado dos EUA na cidade, em fevereiro, confirmou a morte do jornalista, que era correspondente do The Wall Street Journal.

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