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Acusado de furar fila da vacina, chefe do Estado-Maior da Espanha renuncia

General Miguel Ángel Villarroya confirmou que tomou o imunizante, mas que "nunca teve a intenção de tirar proveito de privilégios injustificáveis"

Redação, O Estado de S.Paulo

23 de janeiro de 2021 | 21h32

MADRI - O chefe do Estado-Maior espanhol, general Miguel Ángel Villarroya, apresentou sua renúncia neste sábado, 23, após ser acusado de burlar o protocolo para receber a vacina contra o coronavírus antes de grupos prioritários. O anúncio da saída foi feito pela cúpula militar em um comunicado.

"Com o objetivo de preservar a imagem das Forças Armadas, o general Villarroya apresentou hoje, à ministra da Defesa, seu pedido de demissão", afirmou o Estado-Maior em um comunicado. Sua renúncia foi aceita pela ministra Margarita Robles.

A saída é a primeira no alto escalão na Espanha desde o início da pandemia, que já causou mais de 55 mil mortes e registrou 2,5 milhões de casos confirmados de acordo com balanço oficial das autoridades de saúde. 

A renúncia ocorre um dia depois de o Ministério da Defesa enviar ao próprio general Villarroya um informe relatando que vários líderes militares se vacinaram contra o coronavírus. Eles foram acusados de violar os critérios de acesso ao imunizante estabelecidos pelo Ministério da Saúde, que, no momento, privilegia profissionais de saúde e idosos em casas de repouso. 

Fontes do Estado-Maior já haviam defendido a vacinação dos comandantes, dizendo à AFP que eles estavam entre o pessoal prioritário, embora com outros critérios agregados, como idade. 

O general da Aeronáutica Villarroya, de 63 anos,  afirmou que nunca teve a intenção de "tirar proveito de privilégios injustificáveis". / AFP

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