Acusado de genocídio em Ruanda pega prisão perpétua

Theoneste Bagosora, organizador dos massacres de 1994 em Ruanda, que deixaram mais de meio milhão de mortos, foi considerado culpado por genocídio e condenado hoje à prisão perpétua, por um tribunal da Organização das nações Unidas (ONU). A corte apontou que Bagosora entregou armas e ordenou a soldados da etnia hutu e à temível milícia Interahamwe que matassem membros da comunidade tutsi e hutus moderados.O juiz Erik Moses disse que Bagosora é culpado por genocídio e crimes de lesa humanidade. As matanças foram cometidas em 1994, depois que o avião em que viajavam os presidentes de Ruanda, Juvenal Habyarimana, e do Burundi, Cyprien Ntaryamira, foi derrubado misteriosamente quando se aproximava de Kigali. Habyarimana regressava ao país após conversações com rebeldes tutsis.O Tribunal Penal Internacional de Ruanda, sediado na Tanzânia, foi instalado pela ONU em 1997 para processar os responsáveis pelo genocídio.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.